20 de jul de 2013

Apenas brincando

Postado por Daiana Campos às 7/20/2013 10:07:00 PM 2 comentários
 
Portinari

Quando eu estiver, no quarto, construindo um edifício de blocos,
Por favor não diga que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Sobre equilíbrio e forma.
Quando eu estiver bem vestido, arrumando a mesa, cuidando do bebê,
Não tenha a idéia de que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser uma mãe ou um pai.
Quando você me vir até meus cotovelos na pintura,
Ou ajeitando uma moldura, ou moldando e dando forma à argila,
Por favor não me deixe ouvi-lo dizer que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou me expressando e sendo criativo.
Algum dia eu posso ser um artista ou um inventor.
Quando você me vir sentado em uma cadeira “lendo” para uma audiência imaginária,
Por favor não ria e não pense que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser um professor.
Quando você me vir recolhendo insetos ou colocando coisas que encontro no bolso,
Não os jogue fora como se eu “estivesse apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser um cientista.
Quando você me vir montando um quebra-cabeças,
Por favor, não pense que estou desperdiçando tempo “brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Estou aprendendo a concentrar-me e resolver problemas.
Algum dia eu posso ser um empresário.
Quando você me vir cozinhar ou provar comidas,
Por favor não pense que estou aproveitando, que é “só para brincar”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou aprendendo sobre os sentidos e as diferenças.
Algum dia eu posso ser um “chef”.
Quando você me vir aprendendo a saltar, pular, correr e mover meu corpo,
Por favor não diga que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou aprendendo como meu corpo trabalha.
Algum dia eu posso ser um médico, uma enfermeira ou um atleta.
Quando você me perguntar o que fiz na escola hoje,
E eu responder: “Eu brinquei”.
Por favor não me entenda mal.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou aprendendo apreciar e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou preparando-me para o amanhã.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.

Texto de Anita Wadley.

18 de jul de 2013

O sapo e a flor

Postado por Daiana Campos às 7/18/2013 11:08:00 PM 4 comentários


Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam várias famílias de animais. Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes. Todos cuidavam de suas vidas e da comida também. Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa. Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos, urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra. 
Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra. Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando! 
Eis que vê uma linda flor cor-de-rosa cheia de pintinhas... 
Assim estava dizendo ela: - Nossa que coisa mais feia! Nunca vi um bicho tão feio! 
- Que boca tão grande, que pele tão grossa... 
- Parece até uma pedra, aí parada, sem valor nenhum. 
- Ainda bem que sou formosa, colorida e até perfumada. 
- Que triste seria ser um sapo!!! 
O sapo que tudo ouvia ficou muito triste, pois sempre que via a flor, pensava: 
- Que linda flor, tão perfumada, que cores lindas, alegra a floresta! 
Mas a flor agora havia se mostrado dizendo tudo aquilo do sapo. 
De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo.
A flor, quando o percebeu, ficou tremendo em seu frágil caule. 
- Meu Deus, que faço agora? 
Vocês sabem que o gafanhoto gosta de comer as pétalas de qualquer flor que encontre, e ela seria assim sua sobremesa... 
O sapo, quietinho, quietinho, não se mexeu, e quando o gafanhoto se aproximou da flor, nhac... o alcançou com sua língua. 
A flor que já se havia fechado, pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido. 
Mas dona árvore que desde o início a tudo assistia, falou muito energicamente e brava lá do seu canto: 
- Pois é dona flor, veja como as aparências enganam. Tenho certeza que a senhora gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto. No entanto, veja como ele teria sido tão mau com a senhora! 
Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são verdadeiras. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos, sabe por que? 
- Não - dizia a flor ainda tremendo de susto. 
- Todos nos somos diferentes, de formas diferentes, e até pensamos diferente. 
- Você sabe que existem também outras formas de se falar? 
- Não. Não sabia - disse a flor espantada com a sabedoria da árvore.
- Pois então minha pequena, da próxima vez que for falar de alguém, pense antes, pois este alguém poderia ser você. 
- Agora agradeça ao seu amigo sapo o favor que ele lhe fez, e também conte aos outros o que aprendeu aqui hoje. 
Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo: 
- Meu amigo, você é, realmente, amigo. Agradeço-lhe ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém. 
- Aprendi a lição e dona árvore me ensinou também. 

Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas. E assim amiguinhos, aqui fica a lição: somos todos iguais. Existem bons e maus, mas podemos escolher de que lado vamos ficar....




Um lindo texto da escritora Marlene B. Cerviglieri, que trabalha a diversidade. Podemos dizer que é uma fábula ou um conto infantil, que ensina a criança a não fazer julgamentos prévios a respeito da fisionomia ou maneira de pensar de outra pessoa. Parece-me que “certos” adultos necessitem desse tipo de reflexão, pela maneira como criticam todos à sua volta. Mas ainda temos tempo de educar nossos filhos e mostrá-los que existem coisas de maior importância, como por exemplo, conquistar a sua emancipação. 

beijos!

13 de jul de 2013

Devolvendo estrelas ao mar

Postado por Daiana Campos às 7/13/2013 03:25:00 PM 5 comentários


http://3.bp.blogspot.com/-MveHniNWcSA/UM0ezTEe3gI/AAAAAAAACuw/jEB23u2JWJI/s200/estrela+do+mar.jpg


Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs, ele caminhava a beira do mar para se inspirar, e a tarde ficava em casa escrevendo.
Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas do mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
- Por que está fazendo isso? – Perguntou o escritor.
- Você não vê, explicou o jovem.
- A maré está baixa e o sol está brilhando.
Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se.
- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas do mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor e disse:
- Para essa daqui eu fiz diferença.
Naquela noite, o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou a praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas do  mar de volta ao oceano.
Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor. Sejamos a diferença!



Este é um conto que por ser popular é recontado de diferentes formas por seus ouvintes e leitores. Transmitindo esperança, otimismo, perseverança e reflexão sobre o valor de uma vida. Amei esta versão contada no blog http://www.crisgoncalves.com.
O fato de as pessoas ainda acreditarem na felicidade e lutarem por uma vida, que  não seja a sua, é algo lindo de se ver.


Abraços!


7 de jul de 2013

Pedagoga sim!!!

Postado por Daiana Campos às 7/07/2013 09:09:00 PM 2 comentários




Quando penso na minha infância, lembro-me de uma menina simpática e sonhadora. Que lutava contra sentimentos, considerados normais em sua idade, sempre em busca de uma explicação para as coisas. 
Com o tempo ela aprendeu a usar a tal lente da verdade e começou a ver a vida com mais intensidade. Seus olhos escureceram diante tudo que via. Então esse  era o mundo com o qual ela sonhara? Não conseguia entende-lo.
Foi assim que essa garota partiu em busca de respostas, se aventurou em outro mundo, enfrentou batalhas que jamais acreditaria vencer. Adquiriu sabedoria, força, compreensão. Aos poucos ela se tornou mulher, mas apenas sentiu os efeitos dessa mudança ao ver seu filho nascer.
Hoje ela percebeu que o conhecimento transforma as pessoas, tornando-as maduras, conscientes de seus atos. Quando passa a entender o seu contexto, o homem aprende a viver melhor e conviver com outras pessoas. E que é normal ter certo choque com a realidade, desde que isso te sirva de base pra construir uma visão de mundo.
Acredito que a educação tenha conduzido o meu caminho. E esteja presente em todos os momentos da vida, não estando inteiramente ligada à escola. Aprendi a amar a pedagogia e descobri nela uma maneira de entender a vida, sabendo que um dia me abrirá portas para um novo mundo.




Pedagoga sim! Afinal, foram quatro anos de estudo e dedicação. Sem tempo para os amigos e muitas vezes para a família. Acho que mereço ser chamada assim! E mãos a obra que estou apenas começando..



Beijos!!










 

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